Como aumentar a frequência de compra dos clientes de uma distribuidora

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Uma distribuidora pode continuar vendendo para determinado cliente e, ainda assim, estar perdendo espaço dentro daquela conta.

Isso acontece quando o cliente não deixa completamente de comprar, mas passa a fazer pedidos com menor frequência.

Comprava a cada 20 dias.

Depois passou para 30.

Mais tarde, 45.

Agora compra eventualmente.

Como ele continua aparecendo no faturamento, o problema pode passar despercebido.

Mas existe uma pergunta importante:

por que esse cliente está demorando cada vez mais para comprar novamente?

Em uma carteira com centenas ou milhares de empresas, pequenas mudanças na frequência de compra podem representar uma diferença relevante no faturamento.

Cliente ativo também pode estar em queda

É comum dividir a carteira entre clientes ativos e inativos.

Essa classificação é útil, mas pode esconder um grupo importante.

Imagine três clientes.

Cliente A: compra R$ 5.000 todos os meses.

Cliente B: comprava R$ 5.000 mensalmente, mas agora compra a cada dois meses.

Cliente C: não compra há seis meses.

O Cliente C provavelmente aparecerá rapidamente em uma lista de inativos.

Já o Cliente B continua sendo considerado ativo.

Mas sua frequência caiu aproximadamente pela metade.

Comercialmente, esse comportamento merece atenção antes que ele se transforme em um cliente inativo.

Não espere o cliente parar de comprar para agir

Uma gestão de carteira mais ativa procura identificar mudanças enquanto elas estão acontecendo.

Alguns sinais são particularmente importantes:

queda na frequência dos pedidos;

redução do ticket;

redução da quantidade de categorias compradas;

intervalos cada vez maiores entre pedidos;

compras concentradas em poucos produtos;

ausência de contato comercial;

mudança repentina no comportamento histórico.

Nenhum desses sinais prova sozinho que existe um problema.

Mas eles indicam onde a equipe comercial deveria investigar.

Comece descobrindo o ciclo de compra

Cada negócio possui um comportamento diferente.

Alguns produtos possuem reposição semanal.

Outros mensal.

Outros trimestral.

Por isso, simplesmente estabelecer que “cliente sem comprar há 30 dias está atrasado” pode gerar análises ruins.

O ideal é observar o histórico.

Se determinado cliente costuma realizar pedidos aproximadamente a cada 25 dias e já se passaram 45, existe uma mudança de comportamento.

Outro cliente pode comprar naturalmente a cada 60 dias.

Para ele, 45 dias não representa problema algum.

A análise precisa considerar o ciclo esperado de compra daquele cliente ou segmento.

Transforme o histórico em ação comercial

Dados são úteis quando produzem uma decisão.

Imagine que o sistema identifique:

Cliente X — média histórica entre pedidos: 28 dias. Último pedido: 43 dias.

Essa informação pode gerar automaticamente uma atividade comercial:

Entrar em contato com o Cliente X.

O vendedor não precisa esperar o cliente lembrar da distribuidora.

A empresa começa a agir de acordo com sinais da própria carteira.

Esse é um princípio importante de gestão comercial:

dados → alerta → atividade → conversa → oportunidade.

O contato não deve ser simplesmente “quer fazer pedido?”

Existe uma diferença entre acompanhar uma carteira e apenas ligar oferecendo produtos.

Um contato pode partir de diferentes contextos.

Por exemplo:

“Percebi que normalmente vocês fazem reposição conosco nesse período e queria verificar como está o estoque.”

Ou:

“Vi que vocês costumavam comprar também a categoria X e ela não apareceu nos últimos pedidos. Houve alguma mudança?”

A conversa passa a ter uma razão.

E pode revelar informações importantes.

Descubra por que a frequência caiu

Uma redução pode acontecer por diversos motivos.

O cliente pode estar vendendo menos.

Pode ter estoque acumulado.

Pode ter encontrado outro fornecedor.

Pode estar insatisfeito com prazo.

Pode ter enfrentado problema em uma entrega.

Pode considerar o preço pouco competitivo.

Pode ter mudado o mix.

Pode simplesmente não estar recebendo acompanhamento.

Cada causa exige uma ação diferente.

Por isso, o objetivo inicial não é pressionar o cliente a fazer um pedido.

É entender o que mudou.

Uma queda pode revelar espaço ocupado pelo concorrente

Considere um cliente que comprava R$ 10 mil por mês.

Agora compra R$ 6 mil.

Ele continua ativo.

Mas existe uma pergunta:

para onde foram os outros R$ 4 mil?

Talvez a demanda tenha diminuído.

Mas talvez parte das compras tenha migrado para outro fornecedor.

Essa diferença é fundamental.

A empresa não perdeu o cliente completamente.

Perdeu participação dentro dele.

E essa perda pode acontecer silenciosamente durante meses.

O portfólio também influencia a frequência

Outra análise importante é descobrir quantas categorias cada cliente compra.

Uma distribuidora pode possuir centenas de produtos, enquanto determinado cliente compra apenas uma pequena parte do portfólio.

Isso cria oportunidades de venda cruzada.

Mas a abordagem precisa ter lógica.

Não se trata de simplesmente enviar o catálogo inteiro.

A pergunta é:

quais produtos fazem sentido para clientes com esse perfil e ainda não estão sendo comprados?

Quanto melhor a segmentação, mais relevante pode ser a abordagem comercial.

Onde entram os representantes comerciais?

Os vendedores externos continuam sendo fundamentais.

Especialmente para:

contas estratégicas;

relacionamentos relevantes;

negociações complexas;

desenvolvimento de grandes oportunidades;

visitas presenciais.

Mas existe um limite físico.

Um representante não consegue visitar continuamente centenas de clientes com a mesma frequência.

Quanto menor o ticket e maior a distância, mais difícil justificar economicamente determinadas visitas.

É nesse espaço que uma equipe comercial interna pode complementar a cobertura.

A equipe interna mantém a carteira aquecida

A função dessa equipe pode ser acompanhar clientes por telefone, WhatsApp, e-mail e CRM.

Ela pode receber alertas como:

cliente atrasou o ciclo de compra;

ticket caiu;

categoria deixou de ser comprada;

cliente está próximo de ficar inativo;

existe oportunidade de reposição.

A partir daí, realiza o contato.

Quando surge uma oportunidade estratégica que exige visita ou negociação mais complexa, ela pode ser encaminhada ao vendedor externo responsável.

Assim:

equipe interna mantém frequência e cobertura;

equipe externa concentra energia onde a presença física agrega mais valor.

Não existe necessariamente disputa entre canais.

Existe especialização.

Frequência de compra pode ser um indicador de gestão

Além de faturamento, uma distribuidora pode acompanhar indicadores como:

intervalo médio entre compras;

clientes que aumentaram o intervalo;

clientes que reduziram o intervalo;

clientes próximos da inatividade;

clientes recuperados;

frequência por segmento;

frequência por vendedor ou região.

Isso permite identificar movimentos antes que apareçam apenas como queda de faturamento.

Um exemplo simples

Imagine 500 clientes de menor porte.

Historicamente, eles realizam em média um pedido a cada 45 dias.

A empresa consegue reduzir esse intervalo médio para 40 dias por meio de melhor acompanhamento.

Não estamos necessariamente falando de conquistar novos clientes.

Estamos fazendo a base existente girar mais vezes ao longo do ano.

O impacto dependerá de ticket, margem e comportamento real da carteira, mas a lógica econômica é poderosa:

mais frequência × carteira existente = maior potencial de receita sobre uma base já adquirida.

O CRM pode transformar isso em rotina

O CRM não precisa servir apenas para novos negócios.

Ele também pode organizar a gestão da carteira atual.

Por exemplo:

Cliente realizou pedido

Próxima janela provável de compra

Atividade criada

Contato comercial

Novo pedido ou motivo registrado

Próxima atividade

Agora o relacionamento deixa de depender apenas da memória do vendedor.

A empresa passa a possuir um processo.

E a IA pode tornar essa análise ainda mais interessante

À medida que a operação possui histórico organizado, podemos avançar.

Em vez de estabelecer uma regra fixa para todos os clientes, modelos analíticos podem ajudar a identificar padrões como:

clientes com comportamento semelhante;

probabilidade de redução de compra;

anomalias no ciclo;

produtos potencialmente relacionados;

clientes que merecem atenção prioritária.

Mas existe uma ordem importante:

Dados → Processo → Gestão → Automação/IA.

Automatizar uma carteira desorganizada apenas torna a desorganização mais rápida.

Essa será uma ponte importante para nosso futuro cluster de Processos + IA.

Faça uma análise simples da sua carteira

Pegue os clientes que realizaram pelo menos duas compras nos últimos 12 meses.

Calcule o intervalo entre os pedidos.

Depois compare os períodos.

Procure responder:

Quem está comprando com menor frequência?

Quem reduziu ticket?

Quem deixou categorias?

Quem está se aproximando da inatividade?

Quem não recebe contato há muito tempo?

Não precisamos começar com uma estrutura tecnológica complexa.

Uma boa análise inicial já pode revelar onde a equipe deveria concentrar atenção.

Crescer não significa apenas conquistar clientes novos

Aquisição é importante.

Mas uma distribuidora possui outro ativo:

a carteira que já conquistou.

Essas empresas já conhecem o fornecedor.

Já compraram.

Já possuem cadastro.

Já passaram por parte das barreiras existentes em uma primeira venda.

Por isso, uma estratégia comercial equilibrada deveria observar simultaneamente:

novos clientes + frequência + ticket + retenção + reativação.

A pergunta deixa de ser apenas:

“Como vender para mais clientes?”

e passa a incluir:

“Como fazer nossa carteira comprar melhor e com maior frequência?”

Sua distribuidora possui clientes que poderiam comprar com maior frequência?

A EMGE estrutura e executa operações comerciais para distribuidoras, atacadistas e indústrias que desejam aproveitar melhor suas carteiras.

Podemos atuar na análise e segmentação da base, processos, CRM, indicadores e na execução de uma equipe comercial interna para acompanhar clientes, recuperar frequência, reativar contas e identificar novas oportunidades, trabalhando de forma complementar aos vendedores externos e representantes comerciais.

→ Solicite uma análise da sua carteira comercial.

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