Seu cliente ainda compra, mas está comprando cada vez menos?

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queda

Nem sempre um cliente é perdido de uma vez.

Muitas vezes a perda acontece aos poucos.

Um cliente que comprava R$ 15 mil por mês passa a comprar R$ 12 mil.

Depois R$ 9 mil.

Mais tarde R$ 6 mil.

Ele continua cadastrado.

Continua fazendo pedidos.

Continua aparecendo nos relatórios como cliente ativo.

Mas alguma coisa mudou.

A empresa pode estar perdendo participação naquele cliente sem perceber.

E se ninguém investigar o motivo, uma redução gradual pode terminar meses depois com uma constatação muito mais evidente:

“Esse cliente parou de comprar.”

O problema é que, nesse momento, talvez a oportunidade de agir tenha surgido muito antes.

Cliente ativo não significa carteira saudável

Uma análise comercial baseada apenas em clientes ativos e inativos pode esconder movimentos importantes.

Considere três clientes:

Cliente Antes Agora Situação
A R$ 10 mil/mês R$ 11 mil/mês Crescendo
B R$ 10 mil/mês R$ 10 mil/mês Estável
C R$ 10 mil/mês R$ 6 mil/mês Em queda

Os três compraram recentemente.

Portanto, os três são ativos.

Mas comercialmente representam situações completamente diferentes.

O Cliente C merece atenção.

Não porque deixou de comprar.

Mas justamente porque ainda existe relacionamento e talvez exista tempo para entender o que está acontecendo.

A queda pode começar de várias formas

Nem sempre veremos uma redução evidente no faturamento total.

O comportamento pode aparecer primeiro em outros indicadores.

Por exemplo:

menor frequência de pedidos;

redução do ticket médio;

menos itens por pedido;

categorias que deixaram de ser compradas;

redução gradual de volume;

aumento do intervalo entre compras.

No artigo anterior mostramos especificamente a importância da frequência de compra.

Agora ampliamos a análise.

O objetivo é observar o comportamento comercial do cliente ao longo do tempo.

O faturamento total pode esconder o problema

Imagine uma distribuidora que faturou R$ 1 milhão em agosto e novamente R$ 1 milhão em setembro.

À primeira vista, a carteira parece estável.

Mas olhando cliente por cliente podemos encontrar:

20 clientes crescendo;

50 estáveis;

30 reduzindo compras;

10 novos clientes compensando parte das perdas.

O faturamento total permaneceu igual.

A composição dele não.

Esse é um dos motivos pelos quais olhar apenas o resultado consolidado pode ser insuficiente para gerir uma carteira.

Precisamos descobrir quem está crescendo, quem está estável e quem está diminuindo.

O cliente está comprando menos de você ou comprando menos no mercado?

Essa é uma das perguntas mais importantes.

Se um cliente reduziu suas compras de R$ 20 mil para R$ 12 mil, existem pelo menos duas possibilidades bastante diferentes.

Cenário 1 — O negócio dele diminuiu

O cliente vendeu menos e, consequentemente, comprou menos.

Nesse caso, talvez a redução seja consequência natural do próprio mercado.

Cenário 2 — Ele continua comprando, mas parte foi para outro fornecedor

Nesse caso, sua empresa perdeu participação dentro da conta.

A diferença entre os dois cenários dificilmente será descoberta olhando apenas o ERP.

Precisamos conversar com o cliente.

Os dados mostram onde investigar.

A equipe comercial descobre por que aquilo aconteceu.

Uma queda não significa necessariamente problema de preço

Quando um cliente reduz compras, é comum surgir imediatamente a hipótese:

“O concorrente deve estar mais barato.”

Pode ser.

Mas também pode ser prazo de entrega.

Disponibilidade.

Mix.

Condição de pagamento.

Relacionamento.

Falta de visita.

Problemas anteriores.

Mudança de comprador.

Novo fornecedor.

Ou simplesmente ausência de acompanhamento.

Assumir a causa antes de conversar com o cliente pode levar a uma reação errada — como oferecer desconto quando o verdadeiro problema nunca foi preço.

Crie alertas para mudanças relevantes

Uma distribuidora não precisa esperar o fechamento do ano para descobrir quais clientes diminuíram.

Podemos estabelecer critérios de acompanhamento.

Por exemplo:

queda superior a 20% no faturamento;

ticket médio em redução;

aumento relevante no intervalo entre pedidos;

categoria importante sem compra há determinado período;

cliente abaixo de sua média histórica.

Os percentuais e períodos precisam ser definidos conforme o negócio.

O princípio é mais importante:

mudança relevante → alerta comercial.

Transforme o alerta em uma atividade

O relatório sozinho não recupera cliente.

Imagine que o sistema mostre:

Cliente ABC — queda de 32% nos últimos 90 dias.

Isso é informação.

Agora precisamos transformar a informação em processo:

Alerta identificado

Responsável definido

Contato com o cliente

Motivo investigado

Oportunidade registrada

Plano de recuperação

Acompanhamento

Essa sequência transforma análise de dados em gestão comercial.

A abordagem deve ser investigativa

O vendedor não precisa ligar dizendo:

“Você está comprando 32% menos da gente. O que aconteceu?”

Uma abordagem mais natural pode ser:

“Estava revisando nossa carteira e percebi que o volume de alguns produtos diminuiu nos últimos meses. Queria entender se houve alguma mudança na operação de vocês ou se podemos melhorar alguma coisa no nosso atendimento.”

A intenção inicial é entender.

Dependendo da resposta, surge a ação.

Analise também o mix de produtos

O faturamento total pode esconder outra oportunidade.

Imagine um cliente que compra dez categorias da distribuidora.

Durante meses ele comprava sete delas.

Agora compra apenas quatro.

Mesmo que o faturamento ainda não tenha despencado, existe uma mudança importante.

Quais categorias desapareceram?

Ele deixou de comercializá-las?

Está comprando de outro fornecedor?

Houve ruptura?

Preço?

Problema de prazo?

O acompanhamento do mix comprado por cliente pode revelar oportunidades que o faturamento isoladamente não mostra.

Nem todo cliente em queda deve receber a mesma atenção

Aqui entra novamente a segmentação.

Uma queda de R$ 100 em determinado cliente pode não justificar nenhuma ação específica.

Uma queda de R$ 20 mil em outro pode exigir contato imediato.

Por isso, a priorização pode combinar:

valor da queda;

percentual de queda;

margem;

potencial do cliente;

histórico;

risco de perda;

custo de atendimento.

Assim a empresa concentra esforço comercial onde existe maior impacto potencial.

Onde entra a equipe comercial interna?

Em carteiras grandes, identificar os clientes em queda é apenas metade do problema.

Alguém precisa trabalhar essas oportunidades.

Representantes e vendedores externos já possuem visitas, negociações, prospecção e contas estratégicas.

Uma equipe comercial interna pode assumir uma rotina específica de monitoramento e recuperação da carteira.

Por exemplo:

segunda-feira: clientes com queda relevante;

terça-feira: clientes com ciclo de compra atrasado;

quarta-feira: clientes com redução de mix;

quinta-feira: clientes próximos da inatividade;

sexta-feira: follow-ups e oportunidades abertas.

A carteira passa a ser trabalhada sistematicamente.

Quando a oportunidade cresce, o vendedor externo entra

Essa divisão também evita conflito entre canais.

A equipe interna identifica o movimento, conversa com o cliente e desenvolve a oportunidade.

Se surgir uma negociação estratégica, necessidade de visita ou oportunidade de maior valor, ela pode ser encaminhada ao representante responsável.

Podemos ter:

Dados → Equipe interna → Oportunidade → Vendedor externo → Negociação

A equipe interna não substitui necessariamente o representante.

Ela aumenta a capacidade da empresa de enxergar e trabalhar a carteira inteira.

CRM, ERP e BI possuem papéis diferentes

Grande parte das distribuidoras já possui informações importantes no ERP.

Pedidos, produtos, valores, datas e clientes estão registrados.

O desafio é transformar esse histórico em inteligência comercial.

O BI pode ajudar a identificar padrões e exceções.

O CRM pode organizar as atividades comerciais geradas a partir dessas informações.

E a equipe executa as ações.

Podemos visualizar assim:

ERP → Dados de compra

BI → Identificação de oportunidades

CRM → Gestão das atividades

Equipe comercial → Ação

Gestão → Resultado

Não é necessário começar com toda essa estrutura.

Mas essa arquitetura mostra onde uma gestão comercial orientada por dados pode chegar.

É aqui que GMR começa a fazer sentido

Existe uma metodologia que utilizamos na EMGE chamada Gestão Matricial de Receitas (GMR).

Mas observe que não precisamos começar uma conversa comercial perguntando:

“Sua empresa precisa de GMR?”

Provavelmente muitos gestores sequer pesquisam esse termo.

O problema real que eles percebem é:

“Alguns clientes estão comprando menos.”

A partir dessa dor, podemos analisar carteira, produtos, regiões, vendedores e comportamento de compra para identificar onde a receita está sendo perdida ou onde existe potencial adicional.

A metodologia vem depois do problema, não antes dele.

Faça um teste simples

Selecione os clientes que compraram nos últimos 12 meses.

Compare:

últimos 90 dias

com

90 dias anteriores.

Separe:

cresceram;

permaneceram estáveis;

caíram;

pararam de comprar.

Depois, dentro dos que caíram, ordene pelo impacto financeiro.

Pegue os dez primeiros.

Agora pergunte à equipe comercial:

Nós sabemos por que cada um deles está comprando menos?

Se a resposta for não, você acabou de encontrar uma lista objetiva de conversas comerciais para começar.

Não espere o cliente ficar inativo

Recuperar um cliente completamente perdido pode exigir mais esforço do que agir enquanto o relacionamento ainda existe.

Por isso, a gestão da carteira deveria possuir três movimentos diferentes:

Prevenção: identificar clientes começando a reduzir.

Recuperação: agir sobre clientes em queda.

Reativação: trabalhar clientes que já deixaram de comprar.

Quanto mais cedo identificamos a mudança, maior tende a ser nossa capacidade de investigar e reagir.

Sua empresa sabe quais clientes estão comprando menos?

A EMGE ajuda distribuidoras, atacadistas e indústrias a transformar dados comerciais em ações sobre a carteira.

Podemos atuar na análise e segmentação da base, processos, CRM, indicadores, GMR e também na execução de uma equipe comercial interna para acompanhar clientes em queda, recuperar frequência, reativar contas e desenvolver oportunidades, trabalhando de forma complementar aos representantes e vendedores externos.

→ Solicite uma análise da sua carteira comercial.

Sua empresa precisa vender mais?

Conte com a EMGE!

Líder nacional em Gestão Comercial Profissional e Terceirização de forças de vendas, atendemos as necessidades comercias de empresas de todos os portes e atuações, de maneira individual ou integrada.

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